1 de dez de 2010

“OS HOMENS SÃO TODOS IGUAIS!”


                             
          Analise as orações simples a baixo:
    “Os homens são todos iguais!” ou “ Todos os homens são iguais!”
         Observou alguma diferença? Na verdade não é o sujeito que está inadequadamente ou absurdamente mal empregado na oração, até porque a compreensão não está sendo afetada, muito menos a informação está vaga. Até o momento não sei dizer a diferença entre ambas, mas o curioso é como essa “verdade” ( na verdade {[(# “verdade”#)]} ) se propaga nos diálogos de muitas mulheres e até mesmo de meninas que brincam de boneca (se é que ainda brincam de bonecas).
         Sempre acreditei que a conversa é a solução para tudo. Não significa dizer que a conversa é sinônimo de concordância, até porque em uma conversação pode acontecer tudo, inclusive nada. Mas analisando o cotidiano em que transpiro, penso que opiniões como essa (infelizmente não existe apenas essa) se tornaram praxe. Para ser mais exata, se tornaram um resumo para justificar a ausência de compreensão e de coragem de avaliar erros e tomar decisões.
         Quando iniciamos a andar, os erros e obstáculos são praticamente os mesmos para todos nós: tropeços, ter pressa, ter medo e quedas, muitas quedas antes da longa caminhada. O mesmo acontece depois do ensino médio, os obstáculos continuam bem ali a sua espera.
          Então como é que homens e mulheres podem ter erros diferentes se ambos têm aspirações similares? Claro, cada qual com seu modo de resolver seus problemas e avaliar decisões. Isso é indiscutível. Mas penso que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. O que defendo é que muitas vezes tentando fugir da responsabilidade de ser humano, de enfrentar as limitações tanto as nossas como as dos outros, gritamos a quatro ventos julgamentos com uma única versão. Mas “a moeda tem mais lados que se pode imaginar”. E garanto que minha feminidade e meu amor-próprio demasiado de ser mulher não impedem de afirmar e acima de tudo acreditar que “todos os homens não são iguais”. Respeito quem discorda da minha conclusão, e chego até a admirar, mas não consigo enxergar caráter universal. Cada um deseja de maneira intensa ou não, mas deseja alcançar seus sonhos. Cada decisão é tomada a partir de uma perspectiva proveniente de seu modelo de sobrevivência. Mulheres também seguem essa projeção. Cada uma com seus dotes de moldar espinhos. Desculpem-me mulheres, mas resumo nossa luta a isso, pois dedicarem postagens posteriores a essas criaturas normais (mulheres). Mas não posso cerrar tal desabafo sem concluir que nenhuma decepção, nenhuma ação mais covarde que seja merece o título dessa postagem.
                    Um antídoto? Amor.
                    Uma solução? Coragem.
                    Uma verdade? Ninguém é igual a ninguém.
                    Um sonho? Que todos tomem esse antídoto e solucionem suas vidas.
                    Um tostão de antídoto e solução para você!