11 de dez de 2011


ANTES DA SEGUNDA DÉCADA
Vivendo desaprendi a valorizar a vida.
Valorizando a vida esqueci a finalidade da dúvida.
Duvidando me perdi na incompreensão da simplicidade.
Hoje compreendo que trabalhando posso conquistar.
Entendo que amando aprendo a amar.
Sei que escrevendo consigo falar.
Falando consigo embaralhar, atrapalhar e bagunçar.
Já andando consigo movimentar. E é isso que almejo.
Quero movimento. Quero interação. Quero ação inteira.
Mas será que posso exigir sem antes cumprir?
Eis meu grande erro. Aqui está meu maior defeito.
Aqui está a melhor parte de mim. A parte que erra. A parte que cai. A parte que agride.
Muitas vezes não agrido a musculatura. Agrido as emoções.
Chego a perfurar razões e depois me desculpar.
Muitas vezes bagunço a razão só para ter a convicção de que é confiável.
Gosto de segurança.
Gosto de regras. Sou especialista em quebra-las.
Gosto de tanta coisa. Mas isso não é suficiente para eu continuar próxima.
Quebro ligações a fim de unir.
Fecho os olhos para ver.
Abro as mãos para segurar.
Paro muitas vezes para ter forças ao caminhar.
Nada segue nenhuma lógica. A lógica é um mero detalhe.

               Alinne Louise

24 de nov de 2011



      Estou muito feliz hoje, pois meu trabalho e minha dedicação nesse espaço completa hoje um aninho. Há um ano que divido experiências com todos vocês e há um ano que trabalho meus textos para que alguém saia daqui melhor que quando chegou.
      Espero que esse ano tenha sido proveitoso para vocês assim como foi para mim.
      Muito obrigado por cada comentário e por cada visita.
                                                                                                                                                                Alinne Louise   

15 de nov de 2011


Se possível um fundo musical com a música Para ser sincero de Engenheiros do Hawai.

Carlos. Calos. Cal
Não sei vocês, mas quando recebo um e-mail que tem mil e quarenta e sete destinatários me sinto como mais um no meio daqueles que irão recebê-lo e lê-lo.
Mas esse não. Nesse e-mail estou mandando para as pessoas que senti vontade de mandar. Cada um. Muitos de vocês eu não vejo há tempos, não converso há séculos, mas por inúmeros motivos. Mas nenhum desses motivos é suficiente para eu não recordar das risadas que vocês arrancaram de mim. Até de neguinha me arrancava risadas na academia, vocês são fodah kkkkkkkkkkkk (Estou citando o nome em especial de Neguinha porque todos sabem o sacrifício que venci para criar forças para frequentar a academia e mesmo assim me diverti muito lá).
               Se decepção matasse minha missa de 30 dias teria acontecido há oito anos. É eu tenho boa memória sim, mas o que me faz recordar acontecimentos, fatos, situações, circunstancias e mágoas é que elas não são tão presentes assim em meus dias, deve ser por isso que me fragilizo quando encaro essas ondas.
               Observando os calos que tenho em minhas mãos comecei a pensar e a associar histórias... Presta atenção, segue meu raciocínio: Nossas mãos criam calos quando a gente começa a trabalhar no pesado. No início nossas mãos doem. Sangram, ficam vermelhas, mas com o tempo elas vão criando uma camada mais grossa que protege das agressões. Essa camada protetora são os calos.  
               Tudo bem, os calos protegem nossas mãos, e o que há de errado nisso? Alguma vez você já recebeu uma massagem de uma mão muito áspera? Deve ter sido um pouco nada relaxante, não é mesmo?
               Ai está o problema. Quando a vida maltrata muito a gente nos tornamos mais fortes, às vezes tão fortes que desaprendemos a demonstrar consideração. Isso mesmo, não estou citando amor nessa história, estou citando consideração. Não necessariamente é preciso amar para ter consideração com alguém, é só ter a consciência de que o sol nasceu para todos e que problemas acontecem até nas melhores famílias.
               Eu estou fazendo a coisa que mais detesto e que não admito que é fazer dá sermões indiretamente. Mas podem crer isso está me asfixiando.  Podemos atribuir a falta de consideração que temos às pessoas (Carlos, Marcia, Severina, Alinne), podemos culpar os calos que com que a vida nos revestiu e nos impediu de sermos mais sensíveis ou podemos continuar parados e insignificantes. Achas que só têm essas três saídas? Culpar, culpar e parar? Não! Deixei a melhor parte para vocês: Descobrir como melhorar e botar em prática.
Esse texto iniciou-se com a intenção de ser a introdução de um e-mail que recebi, e-mail este muito lindo vale salientar, mas as palavras escapuliram dos meus olhos e não pude deixar o silencio tomar conta da cozinha mais uma vez. Resolvi postar porque acho que tem alguém ai precisando ouvir isso. Porque pelo menos comigo o que acontece é que tudo o que eu leio, intencionalmente ou não, é de muita valia. Tudo que alguém escreve deve ser lido e passado a diante. Algumas palavras podem germinar um olhar e a coragem de mudar o dia seguinte.  Algumas palavras e um gesto. As mãos são a continuidade da boca. Trabalhe os dois coordenadamente.  
Alinne Louise

5 de nov de 2011

O que se repete todas as noites na Emergência do Hospital


          Uma TV que pouco informa e só faz derrubar o silêncio. Portas sem fechadura a espera de mais uma vítima a ser recepcionada.  Silêncio gritos silêncio outra vez choro abafado de quem deposita esperanças nesses roupões brancos. Braços quietos, olhos curiosos. Meu pai concentrado no jogo transmitido pela TV. Tindon . Toca a campainha, mas não é o carteiro que chama, é o médico de plantão que trabalha para atender todos os que aprenderam a ser pacientes. Tindon . Alinne? Depois de Damiana ok?! Há! Damiana a senhora com roupa colorida que fica xeretando o que escrevo. Tindon.  Damiana. Enfim privacidade para escrever. A campainha não toca mais. Não muda de plantão não, por favor, ainda têm eu aqui, eu e minha gripe. Eu e mil assuntos para estudar. Eu e mil pessoas a esperar. 

27 de out de 2011


Sabe aquela pequena diferença entre falar e fazer?
Há... Você sabe sim,
Assim como eu que todas as promessas feitas à luz dos meus olhos
Todas foram autenticadas
Só!

18 de out de 2011


Burro ninguém é. Todos nós aprendemos muitas coisas. Cedo ou tarde. Mas nunca é tarde demais. Aprendemos que é perda de tempo desejar a consideração de uma pessoa. Sabe aquela pessoa que você amaria ser amada por ela? Se ela não estiver por perto não significa que ela te odeie, ela simplesmente tem os motivos dela, as prioridades dela. Conselho tem hora e local para ser dado. Reclamação só tem valentia dita à pessoa em questão. Para muitas coisas você precisa escolher entre hoje e sempre. Aprende que tudo tem limite. Que tudo precisa ser planejado. Você se dá conta que nem tudo para dá certo precisa ser planejado, a vida nos surpreende. Aprenda que não basta aprender, é preciso por em prática. 
                                                                                                                                                  Alinne Louise

É isso.
Dormir nem sempre proporciona o descanso.
Comer nem sempre dá forças.
Chorar nem sempre é a solução.
Amar nem sempre é fácil. Mas nunca é impossível. 

                                                                                                                                     Alinne Louise

12 de out de 2011


(Minha prima Nêga. Minha amigona Leila. E uma menina chata.)
Nada se resume a minha infância. Minha infância não se resume.  Esses 18 anos de minha infância me ensinaram tudo o que sou. Nunca fui ryka, mas andava de carrinho da sala à cozinha. Sabia contar até sete e deixava todo mundo morrendo de orgulho. Construí inúmeros castelos de cartas. Inventei diversos cardápios de lama. Acordei muitas madrugadas para dá injeção ao meu tamagotchi . Banho? Só se for de mangueira e a manhã inteira... Chiclete no cabelo. Chiclete no tênis. Chiclete na calça. Chiclete na bolsa da Barbie.
Mas como a tendência é o amadurecimento, surgiram as linhas... Isso mesmo, as linhas para arrancar os dentes de leite moles. Metiolate com muita frequência. Às vezes para mudar a rotina usava violeta.  Mas isso nunca foi impedimento para uma puladinha de elástico. Uma matada no fim da tarde.
Andando de bicicleta tantas vezes cai de cara . Fui atropelada repetidamente, mas nada derrubava meu sorriso. Prometo que mais nada irá derrubar... Afinal de contas a infância é apenas o começo de uma grande vida! Apenas o começo. Não quero contar aos meus netos como era minha infância. Quero mostrar para eles como é a minha infância. Quero ter vida para ser uma criança de responsabilidade e com coragem. Quero morrer ainda criança com uma idade bem avançada!

16 de set de 2011


Apaixonada percebi que quando estava
Estava apaixonada quando percebi
Quando percebi que estava apaixonada
Percebi que estava apaixonada quando
Quando falava a mesma coisa
Coisa que quando falava nada dizia
Nada dizia quando falava qualquer coisa,
Mas tudo se traduzia quando eu te olhava.
                                                   
                            Alinne Louise

6 de set de 2011

REREREREREREREREREREREREERERERERERERE


Começar é tão difícil. O desespero ao olhar esse terreno vazio e vasto turva minha visão. Porque ter iniciativa é tão apavorante? Eu e você necessitamos mesmo dessa estabilidade constante? Precisamos ter tanta segurança para poder tomar decisões com tranquilidade? Tudo isso é o medo de não conquistar e vacilar? Será que eu esqueci aonde foi que eu guardei a beleza do RE, REcomeçar, REconquistar, REinventar ?
Perguntas não são escassas. Preciso de respostas. Mas não posso compra-las, tenho que encontrá-las. Por isso, não me siga, não sei aonde vou, muito menos por onde ando, apenas carrego o sonho de descobrir o que vim fazer aqui.
Não me siga, mas se quiser me acompanhar...  A viagem vai ser divertida.
                                                                                                                      Alinne Louise

29 de ago de 2011


“O meu pecado pregou Ele em uma cruz.
 Pecar é tão cotidiano...
O meu pecado me causa angustia.
O meu pecado causa dor nos meus irmãos.
O meu pecado é a causa das chagas de Cristo.
O Seu Amor é causa de minha vida”.
Alinne Louise

27 de ago de 2011

Terceira estrofe


Há um poema que eu nunca terminei de escrever.
É o único poema que sei recitar de cabeça.
Há uma carga de sentimentos nele.
Há uma descarga de tantas emoções.
Ele é lindo.
Ele é romântico.
Ainda que incompleto.
Incompleto como minhas lágrimas que se misturam com gargalhadas.
A vida me surpreende, mas não me decepciona.

26 de ago de 2011

Desaprendendo com os poemas


Não me considero uma jovem diferente das demais. Sou tão parecida com o restante da torcida do flamengo que acabo sendo apontada como esquisita. Mas nem sempre fui normal assim... Não sou criança. Apenas tenho uma ótima memória para guardar minhas promessas e “juramentos” de berço.
Recordo que sentada no portão comendo banana com Toddy, farinha láctea e mel, prometi a um raio do crepúsculo nunca inventar sentimentos. Prometi estudar muito. Prometi nunca ser cupido. Prometi não ter medo de amar.
Mais vieram os anos. Junto às escolas literárias. Vieram e levaram minhas certezas. Se hoje tenho medo de escancarar meu coração à culpa toda é de Camões e da sua cúmplice Auta de Souza. Toda noite rezo que tenha sido um surto a razão que fizeram vocês escrever aquelas ilusões que se confunde com amor. Ficarei na esperança que seus versos sejam mentiras, sejam farsas de uma vida dolorosa.
Enquanto isso sigo os mesmos caminhos. Junto um pouco de lágrimas misturo com algumas lamentações. Tempero com alguns sussurros. Junto tudo, levo ao forno da minha alma. Recheio com a certeza que a felicidade mora em todo lugar e enfeito com uma promessa de lutar eternamente.


Não sinto a sua ausência.
Não sinto falta das tuas risadas, das suas lindas gargalhadas.
Sinto a tua presença no corredor da casa,
Arrastando pesadas correntes,
Durante toda a madrugada.

Mãe será que um dia vou me casar?


Já tentou contar quantas noites você viu o sol se aproximando na mesma velocidade em que seu corpo era consumido pelo cansaço?  Sem pressa você lê. Sem pressa você toma café. Sem pressa você respira. Com pressa você morre.
Por acaso alguma vez já lhe dirigiram as palavras: “Arrume um namorado”? Inquietamente olhamos para o lado. Olhamos mas não enxergamos ninguém.
Quem comprova que livros são esconderijos? E quem foi que disse isso?
Pessoas que não gostam de mim se quiserem me matar me encontrem na biblioteca entre as 7h às 18h, mas receio que no domingo tiro folgas.
A gente se preocupa com tanta coisa. Grande parte delas passageiras. Grande parte delas distantes. Será que você se preocupa em ser útil hoje? E em sorrir? Você se preocupa? Em descobrir do que gosta? Será que você tem tempo para isso? Ou você desperdiça o seu eterno tempo preparando uma apresentação para ser simpática e agradar alguém?
Minha filha eu não sei se um dia você vai se casar... Mas hoje você está feliz? 

12 de ago de 2011

Levante as mãos quem já foi chamado de louco.
              



                             HTTP Status -500
(ERRO: Por causa da normalidade não foi permitido que a escritora concluísse o texto, já que ela não pode escrever de mãos erguidas).



21 de jul de 2011



Escolhi preferir a subjetividade como tradutor da minha realidade.
Decidi que a compreensão era indispensável para minha socialização.
Testei o sorriso. Gostei de usá-lo. E percebi que ele dá resultado positivo.
Fiz projetos de coragem. A maioria ficou no papel, o restante nos poemas.
Com versos diluídos em lágrimas sobrevivi ao deserto.
Desenhei alguns mapas do tesouro, mas ninguém apresentou disposição para fazer parte da minha tripulação.
E eu fiquei com medo de ir a alto mar sozinha.
Mas de uma forma ou outra acabei morrendo na praia do mesmo jeito.
Esperei crepúsculos...
Esperei a que a maré enchesse.
Tudo isso aconteceu como de esperado.
Mas eu peguei o hábito de esperar demais e nada fazer.
Porque sempre que faço, erro. Sempre que erro é porque não fiz.
Chega a um ponto que isso te desanima. E que chorar não resolve nada.
Em seguida comecei a ser vista como louca. E isso faz tanto tempo que não sei qual a minha imagem nesse momento.
E se é que alguém me ver pelo que sou...
Quando eu escolhi ser o que sou não imaginei tanto desprezo.
Sonhava que era compreendida pelas pessoas.
Sorria sonhando com meus passeios de mãos dadas... De olhares compreensivos...
Mas descobri que a realidade não é um sonho. É um pesadelo.
Se for burrice ser assim, só me resta ter pena de você que é normal.
Sinto muito pela sua normalidade!
Mas acho que isso não é culpa minha. Pelo menos isso.

18 de jul de 2011


 
#OiePovo
            Há cinco minutos estava deitada, com a luz apagada e colocando o celular para despertar pela manhã, o cobertor quentinho me agasalh... De repente a luz clarea, a luz dos meus olhos, a luz do meu pensamento, porque só consegui acender a luz do quarto depois de bater o rosto no armário e o joelho na mesinha.
            Como eu poderia continuar agindo dessa forma? Programando todo o dia de amanhã se no hoje deixei mil e um compromissos pendentes, trocentos deveres de lado, um desejo sem esperança e um sorriso sem vida?        Como pude deixar essa bola de neve pegar tanto impulso? Como pude permitir que os outros tomassem conta das minhas decisões? Como pude deixar que acabassem com o meu amor...
            Meu primo diz que twitter é uma porcaria e que não tem serventia alguma. Se tem serventia não estou aqui para defender isso, outro dia discutimos sobre o assunto. Mas hoje o twitter me ensinou a pensar mais um pouco sobre algumas de nossas atitudes. Muitas vezes queremos dizer algo a alguém e não chegamos diretamente a ela. Temos a brilhante ideia de proclamar indiretas nas redes, colocar trechos de músicas nos subnics e até de fazer um blog¹. Mas nunca chegamos até a pessoa e falamos. Temos medo de que en? E onde o twitter entra? Agora!
            No twitter para alguém ver que você está falando com ela é preciso colocar um caractere antes do endereço do indivíduo. Caso contrário, sua mensagem corre o risco de não ser lida e de muito menos ser notada. Enquanto isso você o que faz? Espera o alvo “se tocar” e mudar o comportamento ou o que seja. Parabéns para mim, quando faço isso. Parabéns para você que também faz isso.
            A gente pode ter todo tempo do mundo. Mas esse mundo não tem mais tanto tempo assim... Porque ficar sofrendo mastigando uma situação? Cospe ou engole! Radical eu? Se é para o meu bem... Sim, serei radical. Serei o que for preciso para ser feliz. Porque aprendi que só posso fazer a quem amo feliz se primeiramente eu for.
            Vamos continuar twittando, mas vamos começar a tentar amar com todas nossas forças...
#SAINDO
1.Deixo claro que a intenção de fazer esse blog não é, e jamais será, de registrar indiretas ou falar mal de ninguém.