30 de jan de 2011

DEDUÇÕES

      Sempre acho que textos feitos no momento são bem mais expressivos e verdadeiros. Contudo como esse post é destinado a vocês meus amigos, claro que não iria escrever toda molhada de suor, queimada pelo sol, morta de fome e grudenta de areia. Vocês merecem muito mais que palavras penduradas em linhas, mas é o que eu sei fazer.
                Desculpa se eu os amo. Desculpa se não falo baixo. Desculpa se levo a sério minhas loucuras. Desculpa se encho a caixa de E-mail de vocês. Sei falar, mas não sei entender. Por isso o maior motivo dessa trilha de 24 Km com muita disposição, não foi somente para matar vocês e bronzeá-los, mas entender o que é isso que me deixa tão feliz: Amigos. Hoje com os pés inchados e tomando xarope para não gripar, compreendo a futura história que cotarei aos meus filhos: A história de amor entre uma mundiça.
                Porque ir à pé?
Amizade é uma trilha longa e às vezes complicada, mas o que importa não é se nos perdemos e quase fomos parar em São Vicente em vez de ir para o Pico, mas sim que estivemos juntos. Quem nunca condenou uma idéia de um amigo, mas decidiu ficar do lado dele esperando a hora do tombo para ajudá-lo? Quem nunca se sentiu perdido, mas nunca sozinho? Senti-me assim na jornada para o Pico e na trilha da existência também.
                Porque ao Pico?
Pedras no caminho todos têm, mas a gente só tropeça nas pedras pequenas, porque ignoramo-as . Não queria vencer esses desafios sem poder comemorar com vocês.
                Porque uma sexta-feira?
Porque deveríamos estar junto das pessoas que amamos todos os dias da semana. Ninguém é tão medíocre que merece apenas o sábado e o domingo. Ninguém é tão menos importante para que se faça necessário um feriado para ouvirmos um “te amo”.
                Quem chamei?
Muitos que eu chamei as mães não deixaram (Maylla, Júlio, Matheus, Mys, Mimicão). Com mãe não se descute. Não acordaram né Oli e Iron. Estavam doentes (melhoras Mariana e Pima). A preguiça tomou conta de Bafana e Laila. Outros não deram sinal de vida como Priscila, Lergião, Brayan, Manu, espero que eles vejam pelo menos esse post'kkk. E Georgita e ML estavam atarefadas no horário. Desculpe se esqueci de registrar o nome de alguém aqui, mas com toda certeza fez falta.
                Os "sem nada para fazer"!
1.   Farofa (a idéia tinha que partir de alguém de alto nível acadêmico, ou não)
2.   José (meu mano querido que me segue e as vezes perssegue...) tudo em nome da irmandade ...
3.   Arroz (a menina que se parece mais comigo que eu mesma’kkkk)
4.   Taylor (o guarda costas e o braço que me arrastava no caminho ^^)
5.   Barbossa (cansado soldado? Não senhor)
6.   Marquim ( O capitão Jack Sparrow sem bússola, e sem o rebolado também’kkkk)
7.   Maneu (o menino do okman e que não tava na lista, mas todo mundo é bem vindo)
8.    Joel (so quem bebe água pela garganta’kkkk)
9.Bia (nosso mapa, nosso GPS, minha sombrinha e a que butava todo mundo para andar rápido).
10.Caióh (José Caio de Souza Araújo) conhecido também como madjim (inicialmente: rosa, vindo do Pico: rosa pink, chegando em Currais: vermelho violeta com lantejoulas)
ps: Como pedido de desculpas Caioh falei uma linha a mais de você comparando com a do restante e ainda centralizei ^^, tô perdoada?? :S


           Gostaria de deixar expresso nessa página o quanto considero vocês meus amigos necessários para que eu possa ser feliz. Mas acho que aprendi que não é preciso ir ao Pico à pé para comparar a amizade com uma generosa trilha e saber o quanto ela é importante para mim, é so olhar fundo nos olhos e ver o brilho da alegria transbordando a alma, isso é amizade.
Obrigada por me apoiarem nas minhas doideras. Obrigada por me fazerem recuar. Obrigada por me fazerem feliz.
                                Um tostão bem grandão de muitas realizações para todos vocês!


20 de jan de 2011

TOC TOC


Com toda licença peço permissão para entrar na vida de vocês novamente! Só para esclarecer, estive viva durante esses dias todos de refúgio. Final de ano para mim é início de uma turbulenta guerra. No meio de propagandas da coca-cola desejando “felicidade” e contagens regressivas para  a entrada do ano e para a saída da lista de aprovados na faculdade também, cá estive eu do lado de um mundo que poucos conhecem.
Passando noites e mais noites sem dormir e acordando descabelada, presenciei de corpo presente os últimos dias de 2010. De corpo presente, já que minha mente estava planejando essa fuga para júpiter. Não achem que eu queria evaporar porque 2010 foi um ano ruim. Não mesmo. A passagem dos meus 17 anos para a maior idade penal foi a melhor época em que transpirei até então.
Me *&%! (ferrei). Chorei. Ri. Manguei. Gritei. Gritei principalmente para mim. Segui o que considerava certo. Quebrei a cara. Aprendi que animo é algo que não se encontra em uma bancada de sorveteria. Aprendi que amar é ESSENCIAL. Mudei de cor várias vezes. Adotei uma listra negra na minha camada adiposa. Expulsei a lista negra do meu peito. Assumi que meu coração sangra, mas sei que no hemocentro tem doador. Falei demais. Corri demais. Freei demais. Chateie ... Tudo para aproveitar cada átomo que consumia. Enfim, apesar de ter sido muito feliz em 2010, não foi nada fácil me despedir. Desculpa a franqueza, mas sei que continuaria com a mesmas manias, mesmos esterifigatazes (frescuras), dúvidas e algumas opiniões antes e depois da virada de ano. Mas chega ao mundo 2011, brindado com algodão doce azul e com bolinhos da fortuna de minha mãe, que agora estar dormindo em uma confortável poltrona da "furiosa" (Jardinense).
 Se em 2010 eu não dormir, em 2011 promete não alterar minha rotina, mas recheá-la. Contudo, uma coisa espero alcançar neste ano, ou melhor, hoje. Matar de vez essa preocupação que tenho, esse desenfreado aperreio que movimenta meus olhos fazendo os cegar. Minha promessa para 2011 será conciliar as aulas de anatomia com as brincadeiras que amo. Os relatórios com minha vaidade pouco vaidosa. Trabalhar no que gosto e amar as pessoas. Reprisar de vez em quando a trilogia de Piratas do Caribe. E fazer de cada hora inesquecível.
Resumindo para não esquecer: “Amar como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há.”