21 de jul de 2011



Escolhi preferir a subjetividade como tradutor da minha realidade.
Decidi que a compreensão era indispensável para minha socialização.
Testei o sorriso. Gostei de usá-lo. E percebi que ele dá resultado positivo.
Fiz projetos de coragem. A maioria ficou no papel, o restante nos poemas.
Com versos diluídos em lágrimas sobrevivi ao deserto.
Desenhei alguns mapas do tesouro, mas ninguém apresentou disposição para fazer parte da minha tripulação.
E eu fiquei com medo de ir a alto mar sozinha.
Mas de uma forma ou outra acabei morrendo na praia do mesmo jeito.
Esperei crepúsculos...
Esperei a que a maré enchesse.
Tudo isso aconteceu como de esperado.
Mas eu peguei o hábito de esperar demais e nada fazer.
Porque sempre que faço, erro. Sempre que erro é porque não fiz.
Chega a um ponto que isso te desanima. E que chorar não resolve nada.
Em seguida comecei a ser vista como louca. E isso faz tanto tempo que não sei qual a minha imagem nesse momento.
E se é que alguém me ver pelo que sou...
Quando eu escolhi ser o que sou não imaginei tanto desprezo.
Sonhava que era compreendida pelas pessoas.
Sorria sonhando com meus passeios de mãos dadas... De olhares compreensivos...
Mas descobri que a realidade não é um sonho. É um pesadelo.
Se for burrice ser assim, só me resta ter pena de você que é normal.
Sinto muito pela sua normalidade!
Mas acho que isso não é culpa minha. Pelo menos isso.

18 de jul de 2011


 
#OiePovo
            Há cinco minutos estava deitada, com a luz apagada e colocando o celular para despertar pela manhã, o cobertor quentinho me agasalh... De repente a luz clarea, a luz dos meus olhos, a luz do meu pensamento, porque só consegui acender a luz do quarto depois de bater o rosto no armário e o joelho na mesinha.
            Como eu poderia continuar agindo dessa forma? Programando todo o dia de amanhã se no hoje deixei mil e um compromissos pendentes, trocentos deveres de lado, um desejo sem esperança e um sorriso sem vida?        Como pude deixar essa bola de neve pegar tanto impulso? Como pude permitir que os outros tomassem conta das minhas decisões? Como pude deixar que acabassem com o meu amor...
            Meu primo diz que twitter é uma porcaria e que não tem serventia alguma. Se tem serventia não estou aqui para defender isso, outro dia discutimos sobre o assunto. Mas hoje o twitter me ensinou a pensar mais um pouco sobre algumas de nossas atitudes. Muitas vezes queremos dizer algo a alguém e não chegamos diretamente a ela. Temos a brilhante ideia de proclamar indiretas nas redes, colocar trechos de músicas nos subnics e até de fazer um blog¹. Mas nunca chegamos até a pessoa e falamos. Temos medo de que en? E onde o twitter entra? Agora!
            No twitter para alguém ver que você está falando com ela é preciso colocar um caractere antes do endereço do indivíduo. Caso contrário, sua mensagem corre o risco de não ser lida e de muito menos ser notada. Enquanto isso você o que faz? Espera o alvo “se tocar” e mudar o comportamento ou o que seja. Parabéns para mim, quando faço isso. Parabéns para você que também faz isso.
            A gente pode ter todo tempo do mundo. Mas esse mundo não tem mais tanto tempo assim... Porque ficar sofrendo mastigando uma situação? Cospe ou engole! Radical eu? Se é para o meu bem... Sim, serei radical. Serei o que for preciso para ser feliz. Porque aprendi que só posso fazer a quem amo feliz se primeiramente eu for.
            Vamos continuar twittando, mas vamos começar a tentar amar com todas nossas forças...
#SAINDO
1.Deixo claro que a intenção de fazer esse blog não é, e jamais será, de registrar indiretas ou falar mal de ninguém.